terça-feira, 26 de julho de 2016

Olhos de esmeraldas

Você era fofo. Você tinha uns olhos bem verdes, e até bem bonitos, não pela cor dos seus olhos. Mas por eles passarem tanta sinceridade e ingenuidade enquanto olhavam para mim, naquele parque de diversões que eu jurava ser o mais caído do nosso bairro. Mas, você gostava do parque. E eu gostava do jeito que você olhava para ele, sei lá, parecia um garoto indefeso que não sabe em qual brinquedo ir, porque são tantos para escolher. E era assim que eu me sentia quando olhava para os seus benditos olhos. Porque a minha maior vontade era me esconder deles. Têm como você parar? Não, né? Você adora me ver deste jeito. 
Você estava bonito demais, para eu lhe dizer adeus. E você me encarava demais, para eu te dizer que seria à última vez, que os nosso lábios se encontrariam... Odeio términos. Mas, odeio mais ainda te ver aqui do meu lado, tão meu, e eu tão indecisa, com o pensamento em outro alguém. Dessa vez, não é você. 
Não, têm nada de errado com você. É, que estamos tomando caminhos opostos. Como você ainda não percebeu, que enquanto durmo com você à noite, não é com você que eu tenho sonhado? 
Eu até tento te beijar como antes, mas, você deve imaginar que não é com você que eu queria estar. Jurávamos que seria para sempre. Mas, então, eu mudei, você continuou com os seus pensamentos sobre o nosso futuro incerto, continuou me elogiar, continuou à trazer o café da manhã na minha cama. E eu continuei, à querer ficar longe de você. Depois de um tempo à nossa relação já estava mais fria que uma pedra de gelo. Culpa minha. E das minhas incertezas. Dos pontos finais. E do nosso conto de fadas, que você jurava ser real. Mas, eu sempre lhe disse que isso era tão patético quanto eu estar escrevendo isso aqui, falando das suas qualidades, para tentar te fazer se sentir menos sozinho, enquanto fujo dos seus planos para o meu futuro com um cara que eu conheci à alguns meses atrás. Não tento de novo com você, porque o amor não existe para ser o casulo de ninguém... E eu estou com tanta vergonha que prefiro sair, enquanto você dorme. Como um anjo, por sinal. Do que dizer tudo isso para você. Não, que eu seja covarde. Mas... Só quero que você saiba que onde estiver, eu irei pensar em você. E que os seus olhos sempre serão uma das minhas paisagens preferidas. Será que depois que eu fechar à porta, os seus olhos continuaram à ser os meus olhos de esmeraldas? E se você se sentir tão mal, vá à algum bar afogar às suas mágoas. E se você depois desta carta, começar me odiar, eu irei te entender. Só quero à sua felicidade. Eu estou bem. De verdade. Esse é o seu primeiro adeus, dos milhares que nessa vida você ainda irá receber, e dar. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Elogie, ou critique. Pergunte, ou me responda. Faça o que quiser, só não me odeie por algo que eu nem sei o que é.