Eu te vi de longe. No nosso antigo ponto de ônibus, pode parecer meio patético, porém eu definia aquele lugar como: nosso ponto de ônibus.
Eu fiz pirraça, gritei, bati o pé, tudo o que eu costumava fazer quando eu tinha uns 5 anos. Não deu certo, você continuou ali no ponto, e eu continuei do outro lado da rua. Tentei correr, GRITEI! E nada.
Fiquei ali por horas, te deixei passar, e continuei extasiada. Eu não sei porque você sorria tanto. Mais uma mensagem no celular, e nada de você olhando para mim, confesso que depois de uns 30 minutos percebi que você não esperava o ônibus e, sim, alguém. Fiquei confusa. Coloquei ''nossa música'', não sei se você iria gostar dela, mas toda vez que ouço-a penso em você.
Depois de uns 5 minutos a música havia acabado, e eu percebi que aquele ponto nunca pertenceu a nós, e que no final das contas ele pertencia somente a você.
Primeiro você deixou de ser meu, depois suas alegrias deixaram de ser minhas, e por fim aquele ponto deixou de ser nosso.
