VOCÊ
É sábado. Estou te esperando chegar, e você não vem. Não sei o que faz você ser mais ocupado do que eu, mas sei que isso são algumas desculpas inventadas ou reais. Não sei com qual roupa você sairá hoje. Assim como não sei o nome da sua garota nova. Ouvi dizer que ela é linda. Não sei. Você sumiu. Eu não sei o motivo. Mas sei que não tem mais espaço para mim na sua vida, sinto isso.
Cada sábado que se passa fico sozinha nesta sala, com as mesmas músicas, mesmos livros e mesmas fotos, percebo que você não vai voltar. Eu te disse adeus. Não deixei você se explicar. Não queria ouvir, queria apenas sentir seu abraço apertado. Não queria palavras, queria atitudes. Cada publicação nova sua, fazia meu coração doer. Você estava ali, aquele ponto verde não saía do seu nome... Nada de mensagens. Apenas vazio.
Toda vez que ouvia seu nome, meu coração despedaçava-se mais, e ninguém estava aqui para juntar os meus caquinhos. Era apenas eu esperando você sozinha nesta sala.
Cada vez que olhava para nossa foto, ficava mais tonta, você andava ocupado demais, e eu estava desocupada de menos pensando em você. Eu ficava só. Eu continuo, porque a sala está grande demais sem você.
Eu gostava do jeito que você olhava para as cartas que eu escrevia sobre você. Você guardava todas, dizia que era importante, quero saber se você guarda elas com o mesmo amor que eu escrevi? Diz que sim.
Eu disse para mim mesma que não escreveria sobre você, porque enquanto penso em você acho que deve está com ela dançando Legião Urbana até seu peito doer de tanto pular. Ou deve estar bebendo. Ou deve estar fazendo qualquer coisa, porém sei que não está pensando em mim.
Na última vez que eu te vi chorei feito uma criança de uns cinco anos. Nem esperei chegar em casa, comecei chorar bem atrás de você, e você nem sequer virou pra trás. Doeu. Porém o que dói mais é ficar nesta sala sozinha esperando você.

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